
A aventura conceitual começa em Fortaleza-CE
Não é só de trens que o projeto é alimentado. Fortaleza foi a cidade escolhida como “chave” para a inicialização do projeto. Nela seria implantado um modelo econômico no comércio similar à Zona Franca de Manaus. Sem impostos, a cidade seria um portal turístico para Europa e América, e cheio de atrativos visuais e econômicos.O aeroporto da cidade seria totalmente reformado e ampliado. O plano é instalar no local, o maior shopping do mundo com uma infra-estrutura que inclui hotéis, áreas de lazer internas, museus (incluindo de aviões), parques de entretenimento, cinemas a exemplo do aeroporto de Brasília, áreas de alimentação e a grande sacada; a super-estação submersa de trens rápidos. A idéia de juntar aeroporto com trem não é novidade, em Paris isso já existe, mas a junção de shopping, hotéis, lazer e muitas outras coisas aliadas ao modelo econômico da zona franca, seria capaz de deixar o aeroporto de Fortaleza tão forte comercialmente que acabaria por atrair milhares de turistas apenas para conhecê-lo.

Um mundo de oportunidades
Cada inauguração de estação da Litorânea Brasil desencadearia uma série de repercussões, a começar pela geração de muitos empregos na área de turismo e coligadas. O projeto torna possível, aos olhos do mundo, transformar o Brasil num roteiro mágico de férias envolvendo todo o litoral. Isso obrigaria as empresas que já estão nas regiões, a se desenvolverem para aproveitar as demandas criadas pelos visitantes estrangeiros. Uma avalanche de investimentos em vários setores seria inevitável, bem como a contratação de trabalhadores capacitados para atender a esse volume. Para deixar nosso pessoal preparado para tamanha empreitada, seria necessário deslocar para região inúmeras escolas de treinamento de todo tipo, especialmente as de línguas, além de um grande número de empresas afins.
A experiência de Brasília nos mostra que isso é capaz de dar certo. Deslocar tecnologias e pessoas faz as coisas funcionarem.

Em Franca-SP, a indústria do calçado movimenta uma cadeia de trabalho monumental. A primeira etapa é a fazenda que emprega veterinários que chegam a ganhar R$ 8.000,00 por mês. O beneficiamento do couro cria mais vagas, remunerando muito bem, especialmente, os engenheiros químicos. O mercado, de tão poderoso, assimila até a mão de obra Argentina. A indústria que desenvolveu a tecnologia para modernizar as fábricas também ganhou muito. Franca assumiu o controle e a responsabilidade de preparar a mão de obra que terá, obrigatoriamente, saber inglês e forte noção de informática. Hoje, 60% da mão de obra de Franca já faz cursos noturnos para se autoqualificar. O setor de design também avançou e lucrou muito com a moda calçadista. A qualidade de vida aumentou numa velocidade estupenda e 80% da cidade, que criou 400% mais empregos do que São Paulo (em termos relativos), está envolvida com o sucesso dos calçados. Ao todo, são 500 fábricas que fazem parte dessa cadeia que hoje exporta para o mundo todo.
Ao escalonar o sucesso de Franca para um empreendimento como a Litorânea Brasil, podemos ter uma idéia da envergadura econômica que um projeto como esse pode gerar.
Investimento estrangeiro
Um projeto desse porte teria que ser sustentado por uma bilionária soma em dinheiro. Nesse sentido, a idéia seria arrendar as linhas da Litorânea Brasil para empresas estrangeiras por 50 anos. Em troca, essas empresas viabilizariam financeiramente o projeto. Países como França, Espanha e Japão já exploram com bastante eficiência o turismo com trens rápidos, mas não têm as belezas que o litoral brasileiro oferece, o que poderia despertar o interesse de investidores desses países.
Hong Kong, na China, passou 100 anos nas mãos dos ingleses e quando foi devolvida, se tornou um dos pivôs para o desenvolvimento tecnológico e produtivo desenfreado criado nos últimos 10 anos.
Quem sabe agora seja a nossa vez?
